quarta-feira, 27 de abril de 2011

Gestão do Design



Gestão do Design

O que vem a cabeça quando menciono a palavra Design, normalmente está relacionada diretamente a estética de produto, embalagem, moda ou mesmo “àquilo que compreende as aparências ”. Esta na verdade é uma relação comum que se faz com a significação da palavra, bem como, pela maneira que ela tem sido indiscriminadamente utilizada.
Design, significa projeto, desenho, esboço que também está ligada a aparência do produto. Quando utilizo o termo Gestão do Design, significa o gerenciamento dos recursos humanos e materiais, num exercício multidisciplinar capaz de cumprir as especificação de um projeto, estando este em concordância com a responsabilidade socioambiental, cultural e econômica.

A Gestão do Design insere todos os princípios desde o início de um projeto, e não na fase final, como se fosse uma maquiagem. Em uma coleção de Moda, um gestor possui a função de gerenciar todo o processo de desenvolvimento da coleção, escolha da matéria-prima, modelagem, embalagem, etiquetas, tags, publicidade, divulgação e comercialização, utilizando o recurso da equipe de projeto, envolvida em todo o processo. Quais as vantagens? A integração e inovação, uma equipe integrada envolvida em todas as fases do projeto, em concordância com a imagem corporativa da empresa, bem como, estratégias de planejamento e comercialização.
A Gestão do Design pode estar inserida como projeto na área educacional, na administração pública, empresas de produtos e serviços. Seu espectro compreende a multidisciplinaridade, ou seja, pode ser inserida em diversas áreas de conhecimento e aplicada em vários setores produtivos. Como a Multibrás, empresa que produz eletrodomésticos conhecidos como “linha branca”. Ou mesmo a Intelbrás, que produz soluções de telecomunicações analógicas, assim como, órgãos de fomento da industria utilizam importantes conceitos de integração e inovação, provenientes da Gestão do Design.
A exigente compreensão do mercado, através de uma leitura adequada na decodificação dos desejos do consumidor, pesquisa quanto a utilização sócio-consciente de matéria-prima e recursos naturais, assim como, promover a motivação de uma equipe de colaboradores, são hoje uma enorme vantagem competitiva, capaz de gerar recursos, agregar valor e abrir fronteiras comerciais importantes para empresas que possuem o desejo de permanecerem no mercado competitivo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Gestão Sustentável

A Gestão Sustentável
A palavra sustentabilidade tem sido usada com frequência, em apelos de marketing,
projetos sociais, vinculadas a inovação e desenvolvimento de energias limpas, bem como,
produtos. A primeira impressão quando se está numa cidade interiorana, com apelo rural,
é que este tema refere-se a cidades grandes e indústrias, mas na verdade não é bem
assim...Vou retomar, o que realmente significa sustentabilidade? É desenvolvimento
consciente, sobre bases firmes de carácter responsável, prosperidade inteligente onde
nada e nem ninguém é explorado, comercio e preços justos, salários justos, direitos e
deveres comprometidos com o todo. “De uma forma simples, podemos afirmar que
garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias
de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico
e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a
força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença
atuante da mão humana”(Fonte: www.atitude sustentável.com.br). E quando me refiro a gestão
sustentável? Quando administro uma empresa, cidade, construo casas, empreendo
negócios...Qual a atitude de gestão sustentável é esperada? Uma cidade mesmo
interiorana para continuar a se desenvolver de maneira consciente, deverá manter-se
atenta as mudanças de comportamento, não é mais aceitável o uso de pesticidas no
quintal de casa, na horta que abastece sua família, (Epagri possui vários estudos
alternativos de combate a pragas). Nas construção exploração da luz e ventilação natural,
reaproveitamento da água das chuvas. E o lixo da minha empresa? Para onde vai, quanto
tempo ele demora para se deterior, deixa resíduos químicos que poderão se infiltrar no
solo e contaminar os lençóis d'água? A Gestão Sustentável, é gerenciar os recursos
(humanos, materiais, naturais), de forma e maneira consciente, fomentar em sua
empresa a ideia que todos somos responsáveis, não apenas pelo meio-ambiente, mas
sim, pelo ambiente inteiro. Uma cidade comprometida com a gestão consciente, deverá
estar promovendo a disseminação de conhecimentos, fomentado pelas pesquisas de
instituições e muitas estão em domínio público, significa disponíveis à todos. As
enxurradas que temos vivenciado, mostram claramente que existem atitudes a serem
tomadas, mudanças empreendidas. Quando deixamos de lado as siglas politicas, “cada
um no seu quadrado”, e nos comprometemos com o bem comum, como: Desemprego ou
“sub emprego”, qualidade de vida de nossos semelhantes, exploração dos recursos da
região, seremos uma verdadeira sociedade!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tendências ...



A estética é um conjunto de características, elementos da linguagem visual, que traduzem o gosto de determinados nichos de mercado. 
Estarão sempre paralelamente traduzindo conceitos e valores, estes relacionados tanto a acontecimentos do presente, quanto buscando algo que se perdeu no passado.
Existem Macro e Micro Tendencias, as Macro Tendencias envolvem informações globais, a estética de outros países, movimentos artísticos (músicos, bandas, seriados de TV, filmes, ícones de beleza...), mas também estão carregadas de tudo aquilo que acontece no mundo (momento econômico, tragédias, movimentos internacionais, conflitos entre países...), e Micro tendencias, que estão relacionadas ao que acontece em nosso redor ( programas de TV, musicas, novelas, notícias...), acontecimentos que de uma maneira ou de outra nos influenciam diretamente. Podem ser tanto o que nos agrada, quanto o que nos repudia, se dando um código de linguagem visual, capaz de ser expressado através da estética e por conseguinte a Moda.
Para o outono/inverno 2011, temos varias características que “tendem a ser”: 
Movimento natural, (algodões e lãs tingidos artesanalmente, cores que sugerem a orgânico, simplicidade de formas, conceito de conforto, qualidade e sustentabilidade). 


Movimento retro anos 50, (com suas saias godes, cintura marcada, flanelados, texturas, feminilidade, abotinados com cadarços, golas roles). 











Movimento divas do cinema 
(feminilidade, veludos, malhas aveludadas, longos, saltos agulha, verniz, bordos, vermelhos, marrons...). 
Movimento balada anos 80, (retorno das sobreposições, cores cítricas fortes, maquiagem pesada, abotinados baixos com presilhas, shorts e minissaias, meias pesadas e texturadas, jaquetas, contrastes de formas e cores...). 

 


O jeans triunfa mais uma vez, pois transita entre o formalismo das jaquetas militares inglesas e francesas num índigo forte, com abotoamento duplo, como pelo completo despojamento dos famosos destroyed, lavação desbotada, macia, modelagem larga e total descomprometimento com a forma.
   
 As malhas, assim como os jeans alcançam a alfaiataria, em paletós e spencers modelados, combinados por vezes com outras fibras, (na tentativa de driblar a crise na produção/preço do algodão), veludos molhados, moletons com textura de pêssego, mangas raglãs...)
  
 
  
 Isto tudo combinado com chapéus, óculos aviador, chales, lenços, flores ...Além de todos os outros movimentos específicos de nichos alternativos de mercado.

   
   
Vale lembrar que nem tudo que “tende a ser de fato será..”, pois temos os reforçadores de tendencia (poder das Industrias Químicas que patrocinam os maiores eventos de moda mundial, bem como, a mídia). Mas o que realmente nunca sai de Moda, é a ética, cordialidade, senso comum, cooperativismo...que traduz em elegância tudo o que vestimos! 






terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Design é valor agregado



Edna Mara Baars, Ms.
Gestão do Design e do Produto
ednabaars@gmail.com

Design é valor agregado

Para que uma empresa possa ser identificada e permanecer no mercado competitivo, necessita apresentar um diferencial, um algo a mais, observe os vários segmentos setoriais que você costuma se relacionar: Prestadores de serviço, supermercados, lojas, bancos...e pense por um instante o que o faz selecionar uma empresa da outra, será somente o preço? Ou a escolha também está repleta de outros diferenciais, como: Atendimento, cordialidade, confiabilidade, prazos, ética, vantagens, acesso, estacionamento, estes agregam valor.
MARATHARA acessórios sustentáveis
Design não é maquiagem de produto ou serviço. É projeto que visa o gerenciamento multidisciplinar, que envolve produto, imagem corporativa, imagem de marca, marketing, venda, responsabilidade sócio – econômica - ambiental. A palavra Design, é utilizada indevidamente em vários setores, tornou-se uma espécie de expressão que se aplica as aparências, e não é. Design como projeto, possui objetivos, justificativa, planejamento de ação, integração, inovação inserção de colaboradores, prazos e comprometimento com resultados, independente do tipo de produto ou serviço. Algumas empresas da região estão trabalhando com projetos para agregar valor e criar diferenciais competitivos. O Frigorífico Pamplona tem esmerado-se em criar uma linha de produtos, embutidos, temperados, cortes especiais, alcança um mercado exigente. A Dalila Têxtil, apresenta diferenciais a cada coleção, produtos de qualidade com propostas de sustentabilidade também em processos de fabricação, destaca-se em eventos de moda nacionais, onde algumas linhas de produtos são assinados por renomados estilistas.
Empresas que são destaque e traduzem hoje valores, como a Hering e Dudalina, a primeira que iniciou sua marca a partir de commodities, empreenderam corajosamente o desenvolvimento de produto, agregando valor através do Design para a tradução dos desejos ainda não expressos do seu público-alvo, em peças diferenciadas, com conceitos atemporais de conforto, qualidade, sustentabilidade e responsabilidade sócio-econômica.
Seja qual for o segmento de mercado em que você atua, poderá ser identificado com seus diferenciais de excelência. Para os confeccionistas, apostar no projeto de desenvolvimento de produto, coleção, com identidade de marca e valor agregado, é fundamental para não apenas estar no mercado consumidor, e sim, permanecer forte no mercado competitivo. Design é investimento, e não gasto.

Peças exclusivas
.MARATHARA
 Estes produtos   são artesanais, exclusivos e diferenciados por possuir atributos estéticos, de sustentabilidade, design, e conceitual.